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Nióbio

A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) participa da exploração do nióbio, por meio da parceria com a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). A Codemig e a CBMM são sócias na Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá (Comipa) para lavrar o minério das minas do Barreiro, no município mineiro de Araxá, formada pelos direitos minerários das duas acionistas.

Ambas as empresas (Codemig e CBMM) também são sócias em uma Sociedade em Conta de Participação (SCP), em que a CBMM é a sócia ostensiva. A Codemig é remunerada na SCP em 25% do resultado gerado na operação da cadeia de valor do nióbio. No âmbito da parceria, a Codemig e a CBMM arrendam suas minas à Comipa, responsável pela extração mineral e por gerenciar as jazidas. A Comipa vende o minério à CBMM, que industrializa e comercializa o nióbio, repassando à Codemig 25% do lucro líquido obtido.

O acordo com a CBMM foi iniciado em 1973, confirmado em 2002 e válido até 2032. A Codemge é acionista majoritária da Codemig, usufruindo da participação desta na SCP — a Codemge tem 51% de participação na Codemig, e o Estado de Minas Gerais tem 49%. Conheça a estrutura societária do empreendimento.

O nióbio

Usado principalmente em ligas metálicas e em aços especiais, o nióbio confere aos compostos importantes propriedades, permitindo seu emprego na fabricação de turbinas de aeronaves, automóveis, de tubulações de gás sob alta pressão, placas para plataformas marítimas, pontes, viadutos e edifícios.

Outras aplicações incluem a fabricação de vidros e de cerâmicas especiais, usadas em receptores de televisão e outros equipamentos; a produção de catalisadores químicos; usos em aparelhos de medicina diagnóstica, e até mesmo em aceleradores de partículas de alta energia. Novas ligas e compostos que utilizam o nióbio seguem sendo desenvolvidas, o que deve ampliar o leque de aplicações do elemento e aumentar a demanda por sua extração.

O nióbio produzido em Araxá responde, aproximadamente, por 75% de toda a produção mundial – são cerca de 70 mil toneladas/ano de ferronióbio, principal liga do metal. Mantidos os ritmos atuais de produção, as reservas minerais serão suficientes por mais de cem anos.



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