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Mineração de Nióbio

Mineração de Nióbio, em Araxá

Entre os novos minerais conhecidos e encontrados em Minas, além do minério de ferro, está o nióbio. Descoberto no início do século XIX pelo inglês Charles Hatchett, esse mineral concentra sua maior reserva em território brasileiro, no município de Araxá, cujo veio foi identificado em 1953, por Djalma Guimarães engenheiro de Minas formado na Escola de Minas de Ouro Preto. Com a descoberta da jazida e o crescente interesse internacional pelo mineral, assim como por suas diversas aplicações, foi criada, em 1955, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). Cinco anos depois, ela passou a fazer operações de lavra e de produção do metal. Essa jazida, de propriedade da Codemig, é explorada pela CBMM, por meio da Comipa, empresa criada para gerenciar as jazidas de nióbio pertencentes às duas companhias.

A CBMM, controlada pelo Grupo Moreira Sales desde 1965, dispõe do maior complexo minero-industrial de nióbio em todo o mundo. O nióbio produzido em Araxá responde por 75% de toda a produção mundial. Sua produção anual é de 70 mil toneladas da liga de ferronióbio. O nióbio de Araxá tem reserva para ser explorado por mais de 400 anos.

A aplicação mais importante do nióbio é como elemento de liga, para conferir melhoria de propriedades em produtos de aço, especialmente nos aços de alta resistência e baixa liga, usados na fabricação de automóveis e de tubulações para transmissão de gás sob alta pressão, placas grossas em plataformas marítimas, pontes, viadutos e edifícios. É utilizado, ainda, em superligas que operam a altas temperaturas, como também em turbinas de aeronaves a jato. Pesquisas realizadas e em andamento apontam para novas ligas que utilizem o nióbio, e isso deve ampliar o leque de aplicações do mineral, o que irá aumentar a demanda por sua extração.

Segundo informações da CBMM, o óxido de nióbio aumenta o índice de refração das lentes, o que melhora a sua precisão, deixando-as mais finas e leves do que as lentes comuns. O óxido de nióbio é empregado na fabricação de vidros e de cerâmicas especiais utilizadas em receptores de televisão e outros equipamentos. Também é utilizado na produção de catalisadores químicos. Com propriedades de supercondutividade, o nióbio metálico é utilizado nos equipamentos de geração de imagens para diagnósticos médicos, como os aparelhos de ressonância magnética, bem como aceleradores de partículas de alta energia.  O nióbio pode ser utilizado em novos processos que envolvem a nanotecnologia, entre eles, na indústria eletroeletrônica.

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